Desenvolvimentos
SQL Server - Mysql
Structured Query Language, ou Linguagem de Consulta Estruturada ou SQL, é uma linguagem de pesquisa declarativa para banco de dados relacional (base de dados relacional). Muitas das características originais do SQL foram inspiradas na álgebra relacional. O SQL foi desenvolvido originalmente no início dos anos 70 nos laboratórios da IBM em San Jose, dentro do projeto System R, que tinha por objetivo demonstrar a viabilidade da implementação do modelo relacional proposto por E. F. Codd. O nome original da linguagem era SEQUEL, acrônimo para "Structured English Query Language" (Linguagem de Consulta Estruturada em Inglês). A linguagem SQL é um grande padrão de banco de dados. Isto decorre da sua simplicidade e facilidade de uso. Ela se diferencia de outras linguagens de consulta a banco de dados no sentido em que uma consulta SQL especifica a forma do resultado e não o caminho para chegar a ele. Ela é um linguagem declarativa em oposição a outras linguagens procedurais. Isto reduz o ciclo de aprendizado daqueles que se iniciam na linguagem. Embora o SQL tenha sido originalmente criado pela IBM, rapidamente surgiram vários "dialetos" desenvolvidos por outros produtores. Essa expansão levou à necessidade de ser criado e adaptado um padrão para a linguagem. Esta tarefa foi realizada pela American National Standards Institute (ANSI) em 1986 e ISO em 1987. O SQL foi revisto em 1992 e a esta versão foi dado o nome de SQL-92. Foi revisto novamente em 1999 e 2003 para se tornar SQL:1999 (SQL3) e SQL:2003, respectivamente. O SQL:1999 usa expressões regulares de emparelhamento, queries recursivas e gatilhos (triggers). Também foi feita uma adição controversa de tipos não-escalados e algumas características de orientação a objeto. O SQL:2003 introduz características relacionadas ao XML, sequências padronizadas e colunas com valores de auto-generalização (inclusive colunas-identidade). Tal como dito anteriormente, o SQL, embora padronizado pela ANSI e ISO, possui muitas variações e extensões produzidos pelos diferentes fabricantes de sistemas gerenciadores de bases de dados. Tipicamente a linguagem pode ser migrada de plataforma para plataforma sem mudanças estruturais principais.
Harbour
A linguagem Harbour é uma derivação da linguagem Clipper 5 que por sua vez se orginou das primeiras linguagem de programação. Em 2009 o Harbour foi reformulado tornando-o um dos melhores compiladores existentes no mercado atualmente. O compilador Harbour encontra seus principais usuários nos programadores Clipper, que já possuem grande quantidade de código escrito e precisam evoluir junto com as constantes inovações do mundo da informática e também do surgimento de novas necessidades dentro das empresas e instituições onde os sistemas estão implantados. Embora seja uma poderosa linguagem de propósito geral, ela é primariamente utilizada para construir aplicativos de negócios e onde se utilizam grande volumes de dados.
Delphi
Delphi é um compilador e um Ambiente de Desenvolvimento Integrado (IDE) para o desenvolvimento de softwares. Ele é produzido pela Borland Software Corporation (que, por algum tempo, foi chamada de Inprise). A linguagem utilizada pelo Delphi, o Object Pascal (Pascal com extensões orientadas a objetos) a partir da versão 7 passou a se chamar Delphi Language. O Delphi originalmente direcionado para a plataforma Windows agora desenvolve aplicações nativas para Linux, através do Kylix (conhecido como Delphi para Linux) e para o framework Microsoft .NET em suas versões mais recentes.
Cobol
Cobol é a sigla de COmmon Business Oriented Language (Linguagem Orientada aos Negócios), que define seu objetivo principal em sistemas comerciais, financeiros e administrativos para empresas e governos. Esta linguagem foi criada em 1959 durante o CODASYL (Conference on Data Systems Language). Esta conferência foi formada para recomendar as diretrizes de uma linguagem para negócios. Foi constituído por membros representantes de seis fabricantes de computadores e três órgãos governamentais. O COBOL que foi definido na especificação original possuia excelentes capacidades de autodocumentação, bons métodos de manuseio de arquivos e excepcional modelagem de dados para a época, graças ao uso da cláusula PICTURE para especificações detalhadas de campos. Entretanto, segundo os padrões modernos de definição de linguagens de programação, a linguagem tinha sérias deficiências como sintaxe e falta de suporte de variáveis locais, recorrência, alocação dinâmica de memória e programação estruturada. A falta de suporte à linguagem orientada a objeto é compreensível, já que o conceito era desconhecido naquela época. Embora a linguagem tenha sido proposta originalmente como solução para resolver problemas de programação do governo e das forças armadas americanas, programas COBOL continuam em uso na maioria das empresas comerciais em todo o mundo, notadamente nas instituições financeiras e em praticamente todos os sistemas operacionais, incluindo o IBM z/OS, o Microsoft Windows e a família Unix/Linux. A base global de código é imensa e os aplicativos, de tempos em tempos, são sujeitos a manutenção. O custo de reescrever um aplicativo COBOL, já depurado, em uma nova linguagem não justifica os benefícios que possa eventualmente trazer. No fim dos anos 90 o Gartner Group, uma empresa de pesquisa na área de processamento de dados, estimou que dos 300 bilhões de linhas de código-fonte existentes no mundo, 80% - ou cerca de 240 bilhões de linhas - eram em COBOL. Eles também reportaram que mais de metade dos novos aplicativos de missão crítica ainda estavam sendo desenvolvidos usando o COBOL. No Brasil a área financeira e de seguros são os principais mercados de COBOL e está aquecido devido grandes compras e fusões das instituições.
Visual Basic
O Visual Basic é uma linguagem de programação produzida pela empresa Microsoft e é parte integrante do pacote Microsoft Visual Studio. Sua versão mais recente faz parte do pacote Visual Studio .NET, voltada para aplicações .NET. Sua versão anterior fez parte do Microsoft Visual Studio 6.0, ainda muito utilizado. Um aperfeiçoamento do BASIC, a linguagem é dirigida por eventos (event driven), e possui também um ambiente de desenvolvimento integrado (IDE - Integrated Development Environment) totalmente gráfico, facilitanto enormemente a construção da interface das aplicações (GUI - Graphical User Interface), daí o nome "Visual". Em suas primeiras versões, o Visual Basic não permitia acesso à bancos de dados, sendo portanto voltado apenas para iniciantes, mas devido ao sucesso entre as empresas - que faziam uso de componentes adicionais fabricados por terceiros para acesso à dados - a linguagem logo adotou tecnologias como DAO, RDO, e ADO, também da Microsoft, permitindo fácil acesso a base de dados. Mais tarde foi adicionada também a possibilidade de criação de controles ActiveX e com a chegada do Visual Studio .NET, o Visual Basic se tornou uma linguagem totalmente orientada a objetos.
Mumps
A linguagem oferece uma ampla gama de recursos a baixo custo incluindo funções típicas de SGBDs. Muitos de seus recursos (como matrizes esparsas e o único tipo de dado ser strings) vem de sua criação original para tratar de dados clínicos. MUMPS deu origem a linguagem de programação e banco de dados Caché e foi durante algum tempo uma boa linguagem para criar sistemas administrativos multi-usuários devido a sua capacidade de criar sistemas desse tipo que rodassem em computadores. Atualmente, porém, a linguagem é considerada por muitos como superada, tendo sido substituída em muitos casos por versões mais avançadas como SuperMumps e Caché.
